sexta-feira, 10 de maio de 2013

Monstros do dia

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Monstros do dia, um álbum no Flickr.

Diariamente, monstros fresquinhos saem na página do Macacos Flamejantes lá no Facebook.

facebook.com/MacacosFlamejantes

terça-feira, 10 de maio de 2011

Quando o macaco não escreve aqui.


Milhões de humanos caem nesse blog esperando por sábias palavras da salvação, e muitos saem frustrados. Não deixei de escrever pela web, apenas tenho publicado mais no Coisa Semanal. Assim que tiver coisas com a cara desse blog posto aqui, por enquanto, acompanhem pelo Coisa Semanal.


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Ano novo. Será?

Já se foi mais de uma semana de 2011, então posso falar. Ano novo tem uma espécie de mágica acoplada que faz muita gente achar que não precisa fazer mais nada para as coisas acontecerem. Mas ano novo quase sempre é continuidade.




Continuidade das coisas legais que você fez para sua vida no ano anterior, essas coisas legais quase sempre atravessam a virada do ano e continuam com você em 2011. Agora, se você fez merdas com sua vida em 2010, também é muito provável que elas te sigam até 2011, se você não as resolveu, essas cagadas não enfartaram na queima de fogos e devem estar sentadas ao seu lado nesse momento.

Observe, não há pensamento positivo que desintegre coisas erradas que alguém simplesmente teima em ignorar. Para o ano ser novo mesmo não dá pra acreditar que a simples mudança de calendário vai dar um sumiço às coisas que você não quer mais com você.

Resolva, encare, assuma o comando. Estamos onde nos enfiamos, no bom e no ruim. Em 2011 não terceirize seus pepinos nem abandone-os à própria sorte. 2011 tem tudo para ser muito bom, assim como 2010 também teve e foi. São as escolhas e decisões tomadas em múltiplas instâncias da vida que vão dar o saldo em 31 de dezembro.

Um grande 2012 para todos que fizerem um 2011 próspero, feliz e tal.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Uni, duni, te, o meu carro novo vai ser chinês

Os brasileiros estão em frenesi consumista e alavancam os principais setores produtivos, classes ascendem a novos patamares nos rankings econômicos dos institutos catalogadores de dados. Enquanto isso, políticos com network avantajado e executivos sedentos de lucro rápido e fácil juntam-se pra comemorar o paraíso de idiotas consumistas que borbulha nesse país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza.

Vou pegar apenas o setor automotivo. Quando você pesquisa os lançamentos automotivos e compara seus similares em outros países, se você for um pouco racional, a sensação que vai invadir sua mente é a de ser um total estúpido e acéfalo aos olhos do governo e das montadoras.

Vamos falar das montadoras então. Eu divido os competidores do mercado em três grupos principais (somente no contexto Brasil, por favor), temos o grupo das marcas tradicionais (Ford, GM, Fiat, VW etc) o das marcas recentes (Honda, Renault, Peugeot etc) e o das marcas recém-chegadas (Chery, Lifan, JAC, Effa etc). Ok?

O grupo das marcas tradicionais usa nossos consumidores pra compensar suas perdas gigantescas nos velhos mercados dos EUA e Europa. Nesses lugares os consumidores não são empolgados e com bolsos tão largos quanto à milionária classe média brasileira. Não pagam preços irreais em carros que não têm nada de especial, afinal, air-bag, ABS, vidro elétrico, conforto e segurança vêm de série.

Mas aqui não, aqui eles entregam menos e cobram mais, é fantástico. E vende como pão quente. Nunca se vendeu tanto carro como agora. Dá pra pagar em até 72 vezes, são seis anos pagando um carro. Mas é o sonho de muita gente. Ninguém questiona, xinga, faz protestos ou acha anormal. Esses dias na Inglaterra avançaram no carro do Principe Charles porque o governo aumentou as mensalidades das faculdades. Aqui os parlamentares se dão até 61% de aumento salarial e fica por isso mesmo.

As marcas recentes vêm na cola das tradicionais e pensam, dá pra entregar um produto normal (completo) e o povo vai achar o máximo, coisa de outro mundo e vendem pra cacete também. Mas não mexem nos preços, pois dá pra acompanhar o valor das marcas antigas e encher os cofres.

Eis que alguns anos depois o mundo muda, os mercados ditos emergentes criam novos competidores, marcas novas que vão ter um certo trabalho pra entrar forte na Europa e EUA chegam felizes da vida, aqui nós somos generosos, recebemos todos de braços abertos. E carros com padrões duvidosos de segurança, acabamento às pressas com jeito de mão de obra inexperiente chegam a nossas mãos.

Os preços parecem compensar, afinal esses carros têm tudo que faz os outros custarem milhares de R$ a mais e ficamos nos achando no lucro. Claro que ninguém pára pra pesquisar e comparar, pois vai descobrir que essas maravilhas custam muito menos de 10.000 dólares fora daqui. Mas nossos somos espertos. Deixem os ingleses brigarem nas ruas por causa mensalidades altas, aqui o povo quer carro mesmo e sem entrada.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Idiotas somos nozes

Acabo de descobrir que nossa decisão besta de desocupados no feriado de 15 de novembro custou muito mais do que imaginamos que custaria mesmo que fosse caro.



Sabe aqueles jogos de TV pra lobotomizados que você só vê se ficar num feriado de quarta-feira dentro de casa? Pois é. Estávamos ali fazendo nada e zapeando, quando tropeçamos nesta merda de jogo imbecel que daria R$ 5.000 pra quem desembaralhasse três nomes de animais (coelho, tucano e jaguatirica), era só ligar. Uahahahahahahahaha! Muito fácil, né? Como não ligar? Eis o perigo de ficar largado no sofá, emburrece mesmo, e custa caro.

Não vou nem dizer quanto custou o golpe. Sim, é um golpe, pois quando você liga no tal número divulgado eles ficam te enrolando com perguntas estúpidas de sim ou não. A Uli ficou lá no telefone plantada por 26 minutos respondendo merdas com minha ajuda. Pode rir sem dó.

Eis que chega a conta da GVT com a descrição do gasto, é de enfiar a cabeça na privada e dar descarga. Realmente não sei o que quero dizer nesse post. É só uma sessão de descarrego sem o pastor maluco.

Aqui vai uma listinha boa do que não vamos fazer por ter jogado esse dinheiro fora:

1. Jantar legal pra casal.
2. Algumas idas ao cinema em casal.
3. Passeio ao Beto Carreiro em casal.
4. Gasolina pra um viagem curta.
5. Xingar outros idiotas que caem nessas merdas (eu vou assim mesmo)

Mas a vida segue, depois recupero dobrado na Bovespa.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Corra, dente, corra.

Tem coisas que você fica anos adiando e sabe que um dia vai pagar por isso, como um traficante que aproveita ao máximo antes da casa cair.

Todo mundo morre de medo de dentista, alguns apenas fingem bem a respeito, mas lá no fundo daquele siso se borra todo. 



Eu assumo, me cago de medo de ir ao dentista sim. Ainda mais sabendo que as três escovadas básicas por dia não me dão garantia de nada, nada. Marquei e fui, depois de nem saber quando foi a última vez que deitei na cadeira de tortura. Sou um cara que não come muito doce, bebo café pra caralho, parei de fumar (mais de uma vez), não uso crack nem heroína e tomo cerveja sempre que possível.

E o maldito fio dental? Quem usa essa merda cada vez que come algo? Que é o que eu deveria ter feito se não quisesse ter passado um tempo infindável na era medieval. Por mais que as tecnologias tenham evoluído o sofrimento continua lá. Por mais que a mão da dentista seja leve, o terror das maquininhas infernais não diminui. 

Cheguei cedo, afinal, ninguém quer enfurecer sua dentista com atrasos desnecessários. Fiquei ali na recepção ouvindo as outras vítimas sendo perfuradas, lixadas e aspiradas. Suor frio e pernas querendo correr escadaria abaixo, elevador o cacete.

Sentei na cadeira como quem se entrega ao estupro. Analisamos o raio x que fiz antes da consulta e ganhei parabéns pela sorte com meus dentes (devia ter desconfiado dessa parte). Ainda fizemos mais duas chapinhas pra detalhar possíveis problemas (se vai tirar mais um raio x é porque vai dar merda). Eu pensando que sairia ileso dali, imaginando a inveja da Uli ao saber meus dentes eram intocáveis pelas cáries e outros monstros malditos.

Quando você ouvir que vai só fazer uma limpeza, corra, levante o mais rápido que puder enquanto o profissional vai buscar algo do outro lado do consultório, corra, não pense, não olhe para os lados, mire na saída e vá. Pois é, eu não fiz isso, fiquei ali, deitado com a luz me hipnotizando, fazendo eu achar que tudo estava bem, que a limpeza seria apenas um processo legal pra manter meu sorriso Colgate. Novamente, corra. O ângulo de visão que se tem como paciente dental é complicado, não dá muitos detalhes do que vai entrar em sua boca, quando você percebe já está sendo aspirado, raspado, vibrado e torturado. Eu sei que a tortura é bônus. Mas ela existe. Fiquei ali tentando todas as técnicas imagináveis pra sair do corpo e só voltar ao final pra carregar minha carcaça de volta.

Pode cuspir. Cuspi sangue como se estivesse numa luta de boxe tomando o maior pau.

Ainda ganhei o prêmio Amigo do fio Dental e fui encaminhado em caráter de urgência para outra especialista. Canal. Sim, tomei no canal. Segunda-feira, 6 de dezembro de 2010. Preciso aproveitar bem meu fim de semana, não sei se resistirei ao que me foi descrito numa folha de A4.

Rezemos.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Queimando tudo até o último carro

Quase todo mundo se diz contra a violência, as drogas e suas consequências sociais. Mas quem usa sabe e faz questão de ignorar o fato de que está alimentando esse mercado. Aperta um aí.


Quero ser surpreendido

Em 1992 eu também não acreditava em governantes e seus encontros mágicos para resolver problemas sérios. Nesse mesmo ano tivemos a sorte de sediar, no Rio de Janeiro, um evento mundial sobre o que viria a se tornar um grande negócio na década seguinte. Com direito a exército nas ruas botando ordem e tudo mais.

Agora a pouco vi um fragmento de documentário sobre a ampliação do aeroporto de Kansai, pois estavam prevendo um aumento no tráfego aéreo para 10 ou 15 à frente, em seguida mudei de canal e caí nas reportagens sobre os estragos causados pelas chuvas em vários pontos do Brasil. Como assim somos pegos de surpresa pelas chuvas todo ano há anos? É como você chegar em 24 de dezembro e dizer, caralho, esqueci de comprar presentes, não lembrei que era natal.

E assim segue o povão, pagando tudo em 72 vezes como se não houvesse amanhã. "Graças ao Lula agora posso me afundar em contas e fazer mais uns 6 filhos."

Em 2011 sentaremos no colo da Dilma pra pedir benção e torcer pra não nos ferrarem mais ainda. Sim, sempre pode piorar. Se você se acha otimista é só porque é um desavisado. Que minhas previsões sobre o País não se concretizem, mas ao acompanhar as novidades da bandidagem carioca e paulista (referência nacional) concluo que seremos uma grande piada mundial na Copa 2014 e Olimpíadas 2016. E além dos meliantes de fuzil temos o pessoal engravatado fazendo as maiores falcatruas em torno das obras desses eventos. Seriam os carros incendiados no Rio uma ação de guerrilha para promover a cidade? Rezemos.


Achei esse cartum perdido em meus desenhos velhos (80-90), infelizmente ele me pareceu bem atual 18 anos depois.

Essa garota discursou na Rio 92 e ficou famosa ao cutucar os governantes com suas doces palavras.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Casa de ferreiro o caralho

Manter a vida online dos clientes em dia é sempre minha maior prioridade, mas chega um momento em que você tem que arregaçar o mouse e arrumar a vida online pessoal também.

Gastei praticamente todo o feriado "escaneando" um acervo dos últimos 5 anos de risque e rabisque e ilustrações digitais. Ainda não está 100%, mas já dá pra começar a tirar algum proveito do resultado. O Flickr ficou bem recheado.

Aproveitei para agrupar meus principais pontos de contato na rede naquele menu ali em cima. Alarguei o blog, assim cabem mais coisas. Hoje você já pode achar meus twitters para seguir, o Issuu, onde tenho centenas de revistas grátis catalogadas pra baixar e assinar.

Pode conhecer nosso projeto de música eletrônica e pancadarias visuais, o Loop Le Monkey. Se quiser, pode me acompanhar no Facebook, Linkedin, Slideshare e o que mais aparecer de interessante.

Pretendo manter esses canais atualizados dentro do possível. Mas se você começar a aparecer por aqui pode ver que muitas mudanças estão por vir. Aqui, por enquanto, será o hub de ideias e coisas interessantes que trocarei com as pessoas.

Claro que se você chegar aqui e não tiver nada muito fresco sempre pode surpreender-se no Coisa Semanal. Aproveitem e mandem algum sinal de vida também.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Rabisquei, juntei e publiquei. Sem vergonha mesmo.

Juntei tanto lixo visual ao longo desses anos que isso aqui não é nem um milionésimo do que tenho guardado em papel e arquivos digitalizados. Gosto de ver o depósito dos outros, tenho certeza de que tem mais gente com essa curiosidade. É como bisbilhotar o diário alheio, mas sem historinhas bobas no meio.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Professor zumbi.

Certa vez em 2006 aceitei o desafio de dar aulas na graduação de Comunicação Social. Foi um semestre desastroso, mesmo gostando de ensinar não tenho paciência com alunos que estão cagando e andando, como meus professores tinham comigo na faculdade. Jurei nunca mais dar aula de novo.

Ano passado recebi o convite de minha amiga e diretora de arte, Neusinha, hoje coordenadora da Pós-graduação na Unicuritiba. Levou mais de um ano pra que as aulas rolassem. Minha missão seria ensinar pra alunos já graduados, alguns já no mercado, tudo que aprendi ao longo desses anos trabalhando com comunicação. Como alguns sabem, minha formação acadêmica é Arquitetura e Urbanismo. O que mostra que nunca tive uma base teórica e acadêmica sobre as coisas de direção de arte e comunicação que aprendi na prática, tomando porrada, estudando por conta e tal. Agora tenho que transformar tudo isso em teoria pra aplicar num módulo de pós-graduação.

Ok. As madrugadas estão aí pra isso também. Juntei livros, montei mapas mentais pra estruturar as informações, pesquisei exemplos legais do mundo todo, separei peças de clientes e fui construindo o cenário pra aula. Todo mundo sabe que uma apresentação chata e sem cuidado demonstra que você cagou e andou pra sua plateia. Tentei ser caprichoso nos slides, textos curtos, telas limpas, diagramação dinâmica, dicas e muitos e muitos exemplos. Sempre que dei aula me preocupei em dar uma aula que gostaria de ter assistido.

A coisa foi avançando e quando vi eram 7:00 da manhã de sábado e as aulas começariam às 8:20. Socorro, tomei um copo cheio do café que sobrou da madrugada e fui pra faculdade encontrar a coordenadora da pós. Começo de aula tenso, alunos com cara cansada, muitos viajaram a noite toda pra ter aula. Fui conhecendo a turma durante a manhã e a coisa foi fluindo legal. Gostei muito de ter podido falar sobre muitas coisas que permeiam o mundo real da criação.

O dia correu mais dolorido e pesado na parte da tarde, minhas muitas noites sem dormir nas semanas anteriores começaram a fazer efeito, mas por sorte os alunos realmente se interessaram e começaram a tirar coisas de mim, me fazendo raciocinar e esquecer o sono.

Ao final do período me mandei pra casa, um pouco de cama antes do casamento da prima da Uli seria saudável. Sábado que vem tem mais aula.


Agradecimentos ao Guilherme Dias que contribuiu com as informações bem completas sobres os formatos das mídias.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Vá ao litoral. Mas não me chame.

Em pleno sábado calorento, depois de uma semana pesada na agência, subitamente relembrei das minhas férias e de como poderia ter aproveitado melhor. Agora foi. Então fui rever minhas anotações das férias e resolvi publicar. Então vai.




Introdução

Sair de férias é fácil, mas, conseguir entrar no verdadeiro clima dela é uma tarefa mais complexa. Não tiro férias de verdade desde 2002 (acho que é bem antes disso, não quero pensar que fiquei quase uma década só camelando).

Até poucos dias antes do Natal o plano era passar o ano novo em Foz do Iguaçu com uns amigos, de última hora esses amigos se mandaram de Foz pra Curitiba e só as cataratas não são motivo suficiente pra nos arrastar por mais de 600km Paraná adentro. Ficar em Curitiba não é uma opção que vai colaborar com minha sanidade mental em 2010.

Graças às forças benevolentes do universo e seus amigos temos a casa de praia dos meus sogros pra ir no verão. É lá, sem internet e sem pessoas da cidade que me conheçam que vou passar os primeiros dias do ano novo. Deus tenha piedade dos que me acompanham.


Segunda, 28 de dezembro de 2009.

Repentinamente decidimos não ir na quarta-feira cedinho para ir na terça o mais cedo possível ou assim que der, pra quem não nos conhece isso quer dizer que vamos sair tarde pra cacete, pegar transito e viajar xingando um ao outro. Medo, antes precisamos fazer umas comprinhas básicas pra poder pegar estrada. Você já foi ao mercado em fim de ano? Eu já, mas dessa vez tive que ignorar todos os males que me esperavam. Passei a tarde no SAM'S CLUB com a Uli. Como se uma guerra estivesse pra estourar compramos tudo que era “necessário” pra passar um mês na praia. Itapoá, aí vamos nós.

Calma, não é só fazer compras e se mandar pro litoral. Ainda falta o ritual de juntar tudo que você precisa usar num mês longe de casa. Separei todos os eletrônicos indispensáveis, TV, DVD, Macbook, mesa de som, micro system, scanner, HDs externos, monitor de 22" e muitos seriados e filmes. Vai que chove.


Terça, 29 de dezembro de 2009.

Nossa terça começou linda, acordados desde segunda. É muita coisa pra arrumar e fazer caber no carro. Tudo separado em sacos, sacolas, sacolinhas, caixas, sacoletas, sacolões e caixotes, bolsas e malas. Praticamente como se fossemos refugiados de alguma catástrofe. Os pacotes e caixas foram se amontoando próximo à entrada feito uma horda de anões assassinos, prontos pra nos atacar.

A missão “Empacotar e Empilhar” só acalmou quando a terça clareou no céu. Eu, mais pra lá do que pra cá, desmaiei na cama e babei até a Uli me chamar dizendo que fez café e já eram seis e pouco. Caralho! Levantei correndo e mergulhei a cara na pia pra acordar com o choque térmico. Dois copos de 1889 Café puro, dá-lhe descer a carga pra garagem.

Dica de viagem: primeiro coloque perto do carro tudo que vai nele, somente após isso tente enfiar as coisas no carro, ainda mais se ele for um modelo compacto e você tiver criança pra levar junto.

Pronto. Tudo devidamente espalhado pelo chão da garagem em volta do carro. Hora de fazer milagres, chama Jesus.


Quarta, 30 de dezembro de 2009.

Esqueci de mencionar anteriormente. Como a casa de praia passou o ano fechada e não avisamos as diaristas da praia a tempo, era mofo, merda de lagartixa por tudo e muitos bichos mortos pelos cômodos. Colchões, travesseiros e afins, tudo teve que ser deixado o dia todo ao sol. Por muita sorte nesses dois dias fez muito sol. Então era um calor dos diabos e todo mundo fazendo algo, empurrando uma coisa pra lá e pra cá.
Foi um dia de muito trabalho pra todos pra poder deixar tudo instalado, pronto pra curtir o último dia do ano.


Quinta, 31 de dezembro de 2009.

Último dia do ano é aquele clima de apocalipse. Todo mundo louco, como se a comida, cerveja, água e gelo fossem sumir do planeta durante a virada. Já tentou ir ao comércio nesse dia? Agora, imagine na praia, desgraça total.

Durante a tarde aguentamos os fogueteiros ansiosos e precoces, testando seus rojões durante o dia. Imagine se aquelas merdas falham na hora da virada.

Esse ano dei sorte, o povo se espalhou por outras praias e a família não ficou compactada na casa de praia. Passamos para o outro ano tranquilamente, com a tradicional chuva da virada e um vizinho com som eclético medonho e ensurdecedor. Maneirei na bebida, afinal eu era o único ali mais empolgado com o álcool e acordar com ressaca não é chique se você for o único bêbado da casa.


Sexta, 1º de janeiro de 2010.

A mágica do primeiro dia do ano, aquele frescor, o otimismo que toma conta da sua alma. Sei, só se for pra você.
Acordamos cedo, não pra poder aproveitar as boas vibrações desse novo dia, foi só porque o Theo pulou cedo da cama em cima da gente mesmo, sem dó. Calor infernal.


Domingo, 3 de janeiro de 2010.

Nosso cuco, o Theo, despertou super cedo de novo, antes das oito da manhã fomos despejados de nossa cama inflável. Como de costume, mandei meu café preto pra dentro pra dar aquele coice no cérebro e poder começar o dia.

Meus sogros foram embora hoje e agora somos os reis do pedaço, eu, Uli e o príncipe Theo. Para dar início ao meu reino fui arrumar as cervejas na caixa de isopor, lá estavam nadando desde o ano novo. Em seguida fui convocado para combater terríveis cupins que ousavam invadir as paredes do palácio de verão. Malditos. Tomaram SBP até que a cupinzona rainha se entregasse e eu pudesse esmagá-la com minha marreta de borracha.

Já era hora de dar uma avistada no reino do mar pela sacada, mas eis que um coqueiro insolente estacionou sua velha e longa folha sobre o guarda-corpo da sacada real. Se nenhum súdito para fazer o serviço sujo, fui eu mesmo, de armas em punho, serrar o desgraçado. Uma escalada no muro com as super Havaianas verdes e começou a luta com o coqueiro maligno que obstruía minha visão para o mar. Puxa, empurra e serra, quase caí algumas vezes para o outro lado do muro, mas o gigante folhoso desistiu e perdeu um de seus braços pra mim. Hora da cerveja ao vento. Maldição, ainda sobraram pontas do "sombreiro" comendo a vista. Essa luta deixo pra depois.

Após o almoço uma tarde lutando com as latas de cerveja me levaram ao chão. Acordei e me atraquei com outra assim que as forças voltaram. Acho que esse dia não vai me trazer novas emoções.


Quarta, 13 de janeiro de 2010.

Essa temporada no exílio, preso comigo mesmo, tem me ensinado muitas coisas. Preguiça, em doses altas faz bem.


Quinta, 14 de janeiro de 2010.

Faz mais de duas semanas que tenho dormido mal, fico catalogando e monitorando mentalmente todos os sons que a praia, a casa e a natureza em volta fazem durante a noite. Numa espécie de paranóia urbana sem cura, sempre acho que tem alguém tentando arrombar a casa em algum ponto fraco que ainda não pude verificar. Acordo várias vezes na madrugada e fico “escaneando” cada barulho pra saber se fazem parte da rotina noturna ou se é alguma coisa errada ocorrendo. Sim, isso é bem anormal, deveria estar relaxando e curtindo as noites de sono nas férias. Vá dormir lá uns dias e me conte se o louco sou eu mesmo.


Sexta, 15 de janeiro de 2010.

Justamente hoje, que precisávamos acordar cedo, nosso cuco falhou, primeiro despertou às 4h30, depois voltou a dormir e só fomos despertados de novo às 10h da manhã com o povo batendo em nossa janela.

Alerta vermelho, hoje acabou a cerveja de novo. Mais um dia sem sol e muito vento o dia todo, ótimo pra pintar o portão da casa com óleo queimado e verniz. Comecei a tarefa, que me dei espontaneamente, às 14h15 e terminei às 16h30, ao final estava totalmente pintado, não só o portão, mas todo meu corpo. Se alguém ainda lembra da “Cheetara” dos Thundercats, foi bem assim que fiquei. Meia hora de banho esfregando o couro sem dó. Pronto, já cumpri minha penitência do dia, hora de por pra gelar as cervejas que a querida Uli resolveu comprar. Viva o portão.

Terça, 19 de janeiro de 2010.

A terapia desocupacional continua firme e forte. Meus objetivos de mínimo esforço até pra respirar continuam sendo cumpridos.


Quarta, 20 de janeiro de 2010.

De todos os ciclos de chuva que tivemos esse iniciou pra não ter fim, parece. Chuva na praia significa ficar trancado em casa com as crianças e pouca distração pra elas. Corra.

À noite tivemos uma “cantoria” na casa de uma amiga de minha sogra. Tudo embalado por um poeta ambientalista violeiro. O Theo, mais sem noção achou tudo lindo e festivo. Eu bebi. A chuva despencou sem dó. Era só o início do fim.


Quinta, 21 de janeiro de 2010.

Com a chuva que veio desde quarta você acha que algo mudou radicalmente? Vejo minha sogra e a tia avó de meu sobrinho se matando pra fazer o bolo e doces do aniversário dele no sábado. Algo me diz que vai dar merda.


Sexta, 21 de janeiro de 2010.

Pra quem fica direto na praia, sexta-feira é o dia de receber “visitas”, são os familiares e amigos que não estão na vadiagem como você que vem passar o fim de semana, nesse caso, estão chegando pra passar o aniversário do Pedro, meu sobrinho. Stress. A mulherada criada nos moldes do século XX não consegue conceber que alguém chegue na casa de praia e na casa de praia tenha algum grão de areia pelo chão. Corre varrer, limpar e lavar. E a chuva continua.

Pra melhorar tudo a chuva não dá trégua, o rio sobe o quintal alaga, a fosse entope, as descargas não funcionam mais. Fodeu.


Sábado, 23 de janeiro de 2010.

O que era pra ser um feliz e ensolarado último fim de semana de férias virou uma operação de evacuação de emergência. Acordamos todos preocupados e decididos a abandonar a ideia de festa de aniversário, o bolo já tinha nos abandonado há tempos, derreteu por excesso de umidade. O quintal virou um piscinão sem ralo, com ameaças de entrar em casa com a água acumulada da chuva. E coisa acumulada e boa, só Mega Sena.

Desmontar acampamento e correr pra bem longe dali era o mantra do dia. Esse plano nos moveu até o último momento. Empacotar às pressas a bagagem de um mês fora de casa não é tão simples, mas quando você está sem tomar banho e precisando fazer o número dois, três e afins vira uma tarefa muito rápida, motivação é tudo. Até tentei usar o mato do vizinho como banheiro, mas a falta de privacidade não era muito estimulante pra realizar a tarefa com precisão. Melhor esperar voltar pra casa, foi o que fiz. Isso meu deu forças e paciência pra empacotar tudo correndo e pegar a estrada o quanto antes. Era muita água. Ao chegar em Curitiba vi nos noticiários que Itapoá estava isolada pelas chuva. Por muito pouco não ficamos presos na “ilha” de Itapoá.

Férias é tudo de bom, segunda-feira volto correndo pro trabalho.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Falta de prática leva à imperfeição.

Existem dois jeitos de fazer coisas na vida. Uma é praticar sem dó até ficar bom pra cacete. Outra é ser bom pra cacete ao ponto de não precisar praticar. No meu caso, preciso praticar pra ficar bom, seja meu desenho, seja na música eletrônica, na pintura e vai. Sempre que fico muito tempo sem usar essas habilidades sinto uma ferrugem lazarenta quando tenho que chegar a um resultado aceitável.

Já o Prince, diz que praticar demais tira a espontaneidade do ato. Mas ele é um daqueles caras com o tal "dom" mesmo, o que lhe dá uma tremenda facilidade pra dominar diversos instrumentos e não precisar tocar por horas e horas até cair os dedos. Eu, desde criança tive facilidade pra desenhar, evoluí quando passei a dissecar o trabalho dos outros, mas nunca desenhei bem de verdade, pois não pratiquei o suficiente pra ser um artista foda. Isso me levou a desenvolver um traço imperfeito, que foi ficando só meu, tipo, é feio mas é meu.



Onde quero chegar com isso? É uma velha birra que tenho com as pessoas que dizem que você nasce com a porra do dom e é isso. Não mesmo. O tal dom facilita muito a entrada na habilidade que você vai desenvolver.

Mas se você não é um gênio nisso, vai precisar estudar e praticar muito se quiser chegar num patamar decente. Se você aprendeu a escrever, dirigir, usar computador e tal, está apto a aprender o que quiser, desde que pratique, estude e pratique. Nosso cérebro aprende qualquer coisa que tenhamos real interesse.

Esqueça o dom. Esforço, dedicação e direcionamento fazem muito mais juntos do que qualquer genialidade solta ao vento. Pois até os gênios têm trabalho pra organizar seus cérebros em alta atividade e trazer à tona criações relevantes e fugir da mediocridade.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Overdose no Dia dos Pais

Já no sábado, como pessoa prática que sou, saí para resolver coisas e me presentear. Nada de ir ao shopping me apertar em lojas que não tem o que preciso. Sim, homem geralmente compra coisas porque precisa. Daí vem a diferença entre a 24 de Maio e a Tefé (quem é de Curitiba sabe). Me presenteei com um lindo wireless em 5X no cartão. Pronto, a desculpa de agora ser pai me deu argumentos de sobra para precisar de coisas numa data bem depois do meu aniversário e bem antes do Natal, perfeito. O primeiro dia dos pais estava só começando. Gastei quase toda a tarde de sábado para configurar a rede nova, tudo com a ajuda do meu amigo Chico, que não pretende ser pai tão cedo. A esposa e sua amiga resolveram ir ao shopping, mesmo não tendo que comprar presentes, foram apenas trocar os celulares na loja da TIM, em plena véspera de dia dos pais, ok.

Domingo dos pais. Dormi até as atividades matinais do garotinho Theo, pessoa que me deu motivo para ter wi-fi em agosto, começarem. A mãe do Theo, minha esposa, trouxe café na cama pra mim. Coisa fácil, afinal só tomo café preto mesmo. Tomei os dois copos de boteco com café e fui para o banho. Depois, como combinado, fomos comer na casa dos sogros. Enchemos a pança até passar mal, não por ser dia dos pais, fazemos isso sempre mesmo. Ali estavam reunidos pais de três categorias, meu sogro, pais há muito mais tempo, meu cunhado, que é pais há 5 anos e eu, pai com menos de 1 ano de estrada.

Aquela onda de sono e preguiça me jogou no chão da sala. Onde acordei semi-pisoteado pelo Theo. Pronto, podemos dar continuidade às atividades. Rumo à casa da vó da Uli, ela queria ver os pais da família. Mais comida e bebidas. Meus planos de ir jogar Guitar Hero na casa do Chico estavam indo embora com a fralda suja do Theo. A essa altura só pensava em ir pra casa assistir alguma coisa na TV recém saída da oficina.

No dia seguinte acordei todo estragado, com as costas fora do lugar, talvez por ter carregado de maneira errada o denso Theo. Mas o wireless compensa tudo.

sábado, 18 de julho de 2009

Viagem no tempo. Interna enquanto dá.

Postar no passado é uma coisa de louco. Nunca fui o cara mais padrão que conheci, e fazer essa merda de blog andar pra frente está foda. Dá-lhe posts no portal temporal que abri aqui. Quem cair no Macacos Flamejantes, um dia explico o porque do nome, vai ver, caso ache, coisas sobre a vida, tanto a minha quanto a dos outros, conselhos, reclamações, dicas de como ser um empresário de sucesso ( Quando eu me tornar um) e tudo mais que seres humanos podem enfiar na rede, se você for pra 1974 verá meu nascimento, ainda meio vazio. Mas espero com o tempo ir recheando o peru. Perdido nos anos passados tem aulas que dei em 2007, tem reflexões profissionais, tudo organizado de maneira não linear, o post com data recente não quer dizer que seja o mais novo, vasculhe no tempo, coisas novas surgirão nos anos que se foram e nos que virão. Ou vá arrumar coisa melhor pra fazer do que ficar me ouvindo.
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